Uma história para ser narrada sem preconceitos

Guilherme Monico 8 de abril de 2017 0

Confira os principais trechos do discurso do Papa Francisco na abertura das comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante e 50 anos do diálogo oficial entre luteranos e católicos, em Lund na Suécia, em 31 de outubro de 2016.

Queridos irmãos!

Dou graças a Deus por esta comemoração conjunta dos quinhentos anos da Reforma, que estamos vivendo com espírito renovado e conscientes de que a unidade entre os cristãos é uma prioridade, porque reconhecemos que, entre nós, é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa. O caminho empreendido para alcançá-la já é um grande dom que Deus nos concede e, graças à sua ajuda, estamos reunidos aqui hoje, luteranos e católicos, em espírito de comunhão, para dirigir o nosso olhar ao único Senhor, Jesus Cristo.

O diálogo entre nós permitiu aprofundar a compreensão mútua, gerar confiança recíproca e confirmar o desejo de caminhar para a plena comunhão. Um dos frutos produzidos por este diálogo é a colaboração entre distintas organizações da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica…

É verdade que toda a criação é uma manifestação do amor imenso de Deus para conosco; por isso podemos também contemplar a Deus por meio dos dons da natureza… Todos somos responsáveis pela salvaguarda da criação, e de modo particular nós cristãos. O nosso estilo de vida, os nossos comportamentos devem ser coerentes com a nossa fé. Somos chamados a cultivar uma harmonia com nós mesmos e com os outros, mas também com Deus e com a obra das suas mãos…

Quero agradecer a todos os governos que prestam assistência aos refugiados, a todos os governos que prestam assistência aos deslocados e àqueles que pedem asilo, porque cada ação em favor destas pessoas que precisam de proteção constitui um grande gesto de solidariedade e reconhecimento da sua dignidade. Para nós, cristãos, é uma prioridade sair ao encontro dos descartados – porque são descartados pela sua pátria – e marginalizados do nosso mundo, tornando palpável a ternura e o amor misericordioso de Deus, que não descarta ninguém, mas acolhe a todos. Hoje se nos pede, a nós cristãos, que sejamos protagonistas da revolução da ternura…

Queridos irmãos, não nos deixemos abater pelas adversidades. Que estas histórias, estes testemunhos nos estimulem e deem novo impulso para trabalharmos cada vez mais unidos. Quando voltarmos às nossas casas, levemos o compromisso de realizar cada dia um gesto de paz e reconciliação para sermos testemunhas corajosas e fiéis de esperança cristã. E, como sabemos, a esperança não desilude! Obrigado!

Papa Francisco

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