Os presbíteros, discípulos missionários de Jesus Bom Pastor

Guilherme Monico 26 de março de 2017 1

“Não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina” (2Cor 4,1). 

Prezados irmãos da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:

Deus chamou os nossos padres e os consagrou, pela unção do Espírito Santo e pela imposição das mãos do Bispo, para assumir, junto comigo, a missão evangelizadora na querida e amada Diocese de Jundiaí. Os presbíteros, antes de tudo pessoas humanas, pelo Batismo, filhos de Deus, são chamados a viver em santidade, no amor incondicional a Jesus Cristo. Agindo em nome de Cristo Cabeça, Pastor, Servo e Esposo, os presbíteros participam do único sacerdócio de Cristo, sendo na Igreja e no mundo um sinal do amor misericordioso do Pai.

Por isso, a vocação ao sacerdócio é um dom inestimável que Deus concede à sua Igreja. Sendo colaboradores diretos do Bispo e irmãos em Cristo Jesus, os presbíteros são chamados a serem anunciadores e mestres da Palavra, ministros dos sacramentos que santificam o povo cristão e guias de suas comunidades, em vista do fortalecimento do Reino de Deus.

No mundo de hoje, marcado por uma grave crise de valores e de tanta indiferença religiosa, não é fácil para os cristãos, particularmente para os presbíteros, conservarem com fidelidade radical o dom recebido de Deus. São Paulo nos admoesta: “Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós” (2Cor 4,7). Já no começo da Igreja, São Pedro exorta os dirigentes das comunidades a permanecerem fiéis à sua vocação, sem cair na tentação de serem maus pastores: “Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores da herança a vós confiada, mas antes, como modelos do rebanho” (1Pd 5,2-3).

Saibamos valorizar com profunda alegria os presbíteros da nossa Diocese e agradecer-lhes. Todos somos testemunhas da abnegação e seriedade da missão assumida por eles. Quanto nos alegram a maturidade dos presbíteros em sua opção de vida por Deus, seu ardor missionário e seu zelo pastoral, o seu compromisso para com os pobres, os enfermos e os necessitados, seu incentivo para as vocações sacerdotais, enfim, sua vivência do celibato como dom de Deus que lhes possibilite especial configuração com o estilo de vida do próprio Cristo e os faz sinais de sua entrega a Deus e à Igreja com o coração pleno e indiviso (cf. 1Cor 7,32-34).

Neste início do ano novo, sendo Bispo “para vocês e com vocês”, como diz Santo Agostinho (Sermões 340, 1), gostaria de compartilhar com vocês, queridos irmãos diocesanos, três aspectos da vida e do ministério dos nossos presbíteros: (1) agradecer àqueles que foram transferidos para outras localidades; (2) acolher os que passaram a fazer parte da nossa família presbiteral; (3) orar por um dos nossos presbíteros chamado a comparecer diante da face misericordiosa de Deus.

(1) “Vamos a outros lugares, nas aldeias da redondeza, a fim de que, lá também, eu proclame a Boa Nova. Pois foi para isso que eu saí” (Mc 1,38). Atendendo ao apelo de Jesus, o Missionário do Pai, todo cristão recebeu a vocação missionária. Neste início do ano (e também após a Páscoa), alguns presbíteros  foram transferidos para outras localidades. Quando o presbítero é transferido para outra Paróquia, às vezes, alguns fiéis ficam descontentes. Na verdade, quando o presbítero é ordenado, ele promete obediência ao Bispo e aos seus sucessores, comprometendo-se a “ser consagrado a Deus pela salvação da humanidade”. O presbítero não pode ser ordenado para exercer seu ministério para uma determinada Diocese ou Paróquia: ele se torna presbítero missionário para todos. Quando transfere um presbítero, o Bispo não usa de arbitrariedades, trocar por trocar: ele usa a sabedoria do Evangelho e busca sempre o que é o melhor para o próprio presbítero e o bem pastoral da Diocese, confiando no seu presbítero que irá fazer o bem em outros lugares. Queridos irmãos diocesanos: como Abraão saiu de sua terra, confiando apenas nas promessas divinas (cf. Gn 12,1-3), demos graças a Deus pela generosidade e a colaboração fraterna dos presbíteros que foram transferidos.

Alguns presbíteros pertencentes a Congregações Religiosas também foram transferidos para outros lugares fora da Diocese. São eles: Padre Francisco Sydney de Macedo Gonçalves, SDS e Padre Bruno Retore, SDS (Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jundiaí); Padre Jurandir Batista de Souza, SDS (Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Várzea Paulista); Padre Carlos Cigolini, CS (Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Jundiaí); Padre Carlos Alberto Cirto de Oliveira, OMV e Padre Afonso Gorniak, OMV (Paróquia São João Batista, em Jundiaí) e Frei Fernando Bezerra Leite, OCarm (Convento do Carmo, em Itu). Deus recompense a presença e a atuação destes presbíteros em nossa Diocese.

(2) “Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós” (Cl 1,3). Já outros presbíteros passaram a fazer parte da nossa família presbiteral diocesana. Além dos dois presbíteros diocesanos recém-ordenados (Padre André Renato Fernandes, ordenado no dia 16 de dezembro de 2016 e Padre André Aparecido Monteiro, ordenado no dia 17 de fevereiro de 2017), e Padre Marcos Adriano Paulino, da Arquidiocese de Campinas, que veio fazer uma experiência pastoral conosco, (Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião, em Itupeva), alguns presbíteros pertencentes a Congregações Religiosas passaram a exercer seu ministério presbiteral em nossa Diocese. São eles: Padre Itamar Roque de Moura, SDS (Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jundiaí); Padre Waldenir Ferreira Pires, SDS (Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Várzea Paulista); Padre José Carlos Pedrini, CS (Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Jundiaí) e Frei Antonio Bento Brito dos Santos, OCarm (Convento do Carmo, em Itu). Sejam bem-vindos entre nós!

(3) Seja bem-vindo “servo bom e fiel” (Mt 25,23) na vida eterna. Na noite do dia 9 de fevereiro, faleceu de forma inesperada Padre Alexandre Alves Ferreira, natural de Itu, com apenas 14 anos de ordenação presbiteral e que desde o dia 22 de janeiro deste ano exercia seu ministério presbiteral como Vigário Paroquial na Paróquia Nova Jerusalém, em Jundiaí. Que o Deus da Misericórdia receba este nosso irmão na alegria da luz que não conhece ocaso.

Atualmente são 112 presbíteros na Diocese (87 diocesanos e 25 religiosos). Rezemos pela sua santificação e fidelidade. Que todos eles sejam amados e amparados por Maria, a Mãe do Bom Pastor.

E a todos abençoo, particularmente meus queridos presbíteros e os seminaristas que se preparam para abraçar este ministério.

 

One Comment »

  1. Aparecida Gil Alaminho 26 de março de 2017 at 15:45 - Reply

    Unidos em oração pelo nosso amado e querido Bispo Dom Vicente Costa , Presbíteros , Diáconos e Seminaristas que se fazem presentes em nossa Diocese de Jundiaí . Deus abençoe a todos e que Nossa Senhora Do Desterro proteja e ilumine a Missão e o Sim dos senhores . Conte com nossas orações sempre .
    Aparecida Gil Alamino
    Filhas Do Espírito Santo

Deixe seu Comentário »