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Os moradores de rua que costumam ficar na Praça Antonio Vieira Tavares, em frente a Matriz Nossa Senhora do Monte Serrat, tiveram vez e voz no Grito dos Excluídos realizado neste sábado, 27, naquela Praça e nas escadarias da Matriz. A apresentação foi feita por Xandão e a animação ficou por conta da banda da PJ de Salto.

Vários desses excluídos fizeram uso do microfone para diversos apelos, em especial contra a violência que sofrem. O destaque maior ficou por conta de Alan, um dos mais antigos sem tetos da cidade, que emocionou a todos ao fazer o apelo para sair dessa situação em que vive. “É preciso olhar por aqueles que querem sair dessa situação, apelo ao Poder Público, à Igreja e à sociedade para que nos ajudem. Alguns têm medo de nós, mas também somos vítimas da violência”, disse.

Representantes das Pastorais da Saúde, Fé e Política, Juventude e da Sobriedade, da Cáritas e dos diversos sindicatos representados fizeram uso da palavra, denunciando a exclusão de muitos irmãos nas áreas da saúde, educação, trabalho e moradia. Foi prestada homenagem a Aparecido Galvão, o China, do Sindicato da Construção Civil, assassinado a quatro anos, cujo crime ainda não foi desvendado.

A Tenda das Pastorais contou com material das pastorais e da Assembleia Popular, além do jornal do Grito dos Excluídos. A Pastoral da Juventude organizou a Tenda dos Mártires no Coreto da Praça, que foi visitada por todos os participantes e pelos catequizandos da Crisma. Juliano, da PJ foi o monitor dessa visitas. Falou sobre os diversos mártires da caminhada em nosso país.

Claudinho Nascimento, um dos organizadores, falou que os frutos estão sendo colhidos: “Este ano já foi diferente, mais dinâmico, ainda é pequena a participação, mas estamos dando passos na conquista, pois teremos também, pela primeira vez, o “Grito dos Excluídos” diocesano, na Catedral de Jundiaí, dia 7 de setembro”, falou.

Diácono Vandelino Sampaio Monteiro, da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat e diácono Pascoal, da Paróquia São Benedito foram os representantes do Clero da cidade. “Sentimos falta de maior participação, especialmente dos agentes de pastorais sociais e outras pastorais que deveriam estar conosco nesta luta. Mas, fazemos a nossa parte”, disse o diácono Vandelino. Diácono Pascoal sentiu também a ausência do Clero e de representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, que poderiam estar presente para ouvir o clamor dos excluídos através dos que atuam na área social. Marcou presença no ato o vice-prefeito Juvenil Cirelli, que também fez uso da palavra.

O “Grito dos Excluídos” foi encerrado solenemente com Missa na Matriz do Monte Serrat, as 18h, presidida pelo Padre Silvio Andrei. “Precisamos aprender a passar pelos moradores de rua, pelos doentes e demais excluídos não como seres invisíveis, mas como seres humanos que precisam de ajuda. A participação no Grito dos Excluídos nos dá essa força evangélica. Sozinhos, nada podemos, mas unidos poderemos transformar o mundo ao nosso redor, cada um fazendo sua parte e todos interessados num mundo mais justo e fraterno”, disse o sacerdote. 

Diácono José Carlos Pascoal – Pascom São Benedito/Salto