Leia abaixo a sincera homenagem escrita por padre Lucas à coordenadora diocesana da
Ainda sensibilizado com o súbito translado da querida amiga e irmã Rosaura Garcia de Moraes, e sabedor do quanto era ela avessa a qualquer tipo homenagem à sua pessoa - pois se julgava uma “serva inútil, que tinha feito apenas o que deveria fazer” (Lc 17,10) - não poderia deixar de expressar a gratidão, o apreço e a admiração por essa extraordinária companheira, com quem muito aprendi, nos longos anos de convivência, devido à nossa missão à frente da
Mulher de forte personalidade, o que mais impressionava era a paixão que nutria por Jesus Cristo e pela Igreja. Abrasada por este amor incondicional, incansavelmente militava pelo Reino. Quando se referia a ambos, em catequeses ou em conversas privadas, extravasava todo o seu sentimento, seu semblante se alterava, sua voz assumia outro tom, e ela era só entusiasmo!
Mulher de ação, como Marta (Lc 10,38-42), desdobrava-se para atender a todos os catequistas em suas solicitações. Sempre disposta, ocupava-se das responsabilidades mais elevadas do seu ministério, falar a bispos, representar a Diocese em encontros regionais ou nacionais, apresentar ao clero documentos da Igreja em relação à Catequese, escrever lindos artigos sobre o tema para “O VERBO”, estruturar, administrar e secretariar o “Centro Catequético Diocesano” e a “Escola Diaconal” bem como, com o mesmo empenho, realizava as tarefas mais humildes do seu ofício. Estava sempre entre as primeiras que chegavam e entre as últimas que deixavam os locais de reuniões. E não ficava apenas dando ordens, mas se dispunha a executar o que se fazia necessário. Não ia embora, enquanto não estava absolutamente segura de que deixara tudo em ordem: salões, sanitários, pátios, corredores...
Logo quando iniciamos a caminhada, preocupado por sairmos muito cedo de casa, em pleno um dia de Domingo, eu a questionei se estava correto ela renunciar ao convívio familiar para se colocar a serviço da
Rosaura era assim. Trabalhava muito, não se omitia nem protelava coisa alguma. Nem em casa, nem na
Mulher também de reflexão, como Maria (Lc 10,38-42), aplicava-se à escuta do Divino Mestre. Apegada às Escrituras, a elas dedicava horas de estudo e de Lectio Divina (ou “Leitura Orante”). Empenhava-se, com igual esmero, em refletir sobre os documentos eclesiais, sobretudo, os referentes à Catequese, a ponto de recitar, de memória, os seus trechos ou números mais importantes. Fidelíssima às orientações do Magistério, nada a irritava mais do que “improvisações”, “criatividades” ou “modismos” quer na Doutrina, quer na Liturgia ou na
Mulher de fé e inteligência, não era ornada apenas com virtudes semelhantes às das irmãs de Lázaro (ação e contemplação). Constatava-se nela também, características próprias das grandes matriarcas da Bíblia: a disposição de Sara, o bom senso de Rebeca, a determinação de Raquel, a valentia de Débora, a perspicácia de Ester, a coragem de Judite, a confiança de Ana, a lealdade de Rute, a fortaleza de Susana...
Entretanto, era também “uma filha de Adão”, mas sabia reconhecer suas limitações e debilidades. Era cônscia de que, não raras vezes, fora demasiado dura, impaciente, intolerante. Penitenciava-se. Contudo, não ficava paralisada. Muito prática, procurava se corrigir e seguia
Para ela, a Catequese era “como que uma obra de saneamento básico, fica oculta sob a terra, mas é imprescindível para o funcionamento da cidade”. Por isso, não alardeava a sua atividade. Não se autopromovia. Poucos ficavam sabendo o quanto realizava. Entretanto, o tempo se encarregará de demonstrar o valor, a envergadura, o magnetismo e a dedicação desta mulher de Deus. E na história da Diocese de Jundiaí, certamente, Rosaura deixará uma marca indelével.
Padre José Raimundo Lucas Prazer









Comentários
E a todos os amigos que aqui demonstram seu afeto e pelas orações!
Com amor, família Garcia de Moraes
Aproveito para agradecer a todos os amigos pelo afeto aqui demonstrados e pelas orações!
Muito obrigada!!!
Com amor, família Garcia de Moraes
Que Deus o abençoe, Padre LUCAS, por nos deixar este retrato completo da ROSAURA. As experiências vividas por ela, tão bem relatadas por um amigo tão íntimo, são um tesouro para a nossa caminhada.
um abraço,
Meire e Reinaldo Plancowski
Que agora,junto ao Pai ela possa interceder por nós e por todos os catequistas de nossa Diocese...