No sábado, dia 9 de abril, as crianças da catequese da Paróquia Beato Frederico Ozanan aprenderão tudo sobre a ceia judaica de uma forma diferente. A ceia será montada na igreja representando a cerimônia pascoal dos judeus. Tudo será explicado às crianças especialmente sobre os rituais e as simbologias. Durante a ‘aula’ será servido às crianças o pão, purê de maças, erva amarga, ‘vinho’ (suco de uva) e o cordeiro; participando assim da ceia e fixando mais toda a história.
A última ceia realizada por Jesus Cristo com seus apóstolos, segundo o antigo rito judeu, foi um “Séder”: uma solene refeição sacrifical pascal. Saiba algumas curiosidades da ceia judaica:
KIDDÚSCH que significa vinho. Assim como o pão ázimo repartido, o vinho bebido em uma taça comum, expressava a unidade do povo. Quatro cálices são bebidos durante a Ceia, significando: santificação, redenção, bênção e aceitação. No caso das crianças será servido suco de uva.
PESSÁCH que significa passagem, saída, libertação. Mas usamos esta palavra para indicar também o cordeiro pascal – o cordeiro da passagem – que nossos antepassados comeram naquela noite, no Egito. O primeiro em importância na ceia era o cordeiro. Era assado num espeto de ramo de romãzeira, em forma de cruz e relembrava aos judeus o cordeiro cujo sangue salvara seus ancestrais no tempo do grande Êxodo.
MATSAT que era o pão ázimo. O pão do sofrimento feito só com farinha e água, sem fermento; representava o pão feito pelos judeus durante a partida apressada do Egito, quando não houvera tempo para levedar.
MARÓR que significa erva amarga; embebidas em vinagre e sal, relembravam-lhes a amargura da escravidão e o sofrimento no Egito.
CARPÁS que é uma salmoura, uma mistura de água, salsa e sal, que recorda as lágrimas que nossos antepassados derramaram quando choravam por causa da escravidão do Egito.
HAROSSET que é um patê doce, uma mistura de cor vermelha, de maçãs e nozes picadas, canela e vinho, relembrava a argamassa usada pelos judeus na construção de palácios e pirâmides no Egito, durante os períodos de trabalho forçado.
BETSÁ que é o ovo cozido; é um elemento posterior à época de Jesus e é incluído no cardápio, em memória da destruição do Templo.
Fonte: paroquiafredericoozanam.org.br








