O ministro para as minorias religiosas do Paquistão, Shahbaz Bhatti, foi assassinado a tiros nesta quarta-feira na capital Islamabad. Bhatti era cristão, tinha sido recém indicado para o cargo depois de uma reforma do governo, e assumiu o posto apesar dos protestos contrários de grupos fundamentalistas islâmicos.
Nos últimos meses, o ministro foi ameaçado de morte por ter pedido modificações na lei de blasfêmia e por pedir clemência no caso de Asia Bibi, uma senhora cristã que foi condenada a morte com base nessa lei.
O presidente Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro Syed Gilani condenaram o atentado e comunicaram que fatos como este não farão com que o governo baixe a guarda na luta contra o terrorismo de grupos extremistas.
O Vaticano também condenou o assassinato do Ministro. Em conversa com jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa-Sé, padre Federico Lombardi, disse que o episódio é um novo ato de violência de enorme gravidade.
Tal fato demonstra quanto são acertadas as intervenções do Papa Bento XVI para frear a violência contra cristãos e contra a liberdade religiosa em geral. Lombardi recordou, ainda que Bhatti era o primeiro cristão a assumir tal função e que foi recebido pelo Santo Padre em setembro do ano passado.
Por fim, o diretor convidou a comunidade cristã a orar pela vítima, reiterou a condenação sumária do ato de violência conclamando a união dos cristãos do Paquistão e alertou para a necessidade imediata de defender a liberdade religiosa e dos cristãos alvos de violência e perseguição.
Fonte: radiovaticana.org








