A Santa Sé fez recenetemente um alerta em favor dos 44 milhões de refugiados em todo o mundo, particularmente pelas crianças que vivem em campos, “muitas das quais não conhecem outra realidade”.
Em declarações à Rádio Vaticano, o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Antonio Maria Vegliò, destacou em particular a situação na República Democrática do Congo, referindo que na parte leste do país há “mais de um milhão e setecentos mil deslocados, por causa da guerra”.
No Dia Mundial do Refugiado, o arcebispo italiano referiu que nos últimos 12 anos mais de 5,5 milhões de pessoas “morreram como consequência das contínuas violências militares”.
O responsável da Santa Sé recordou ainda a situação no Darfur, região ocidental do Sudão, falando em “milhares de pessoas que vivem em campos de refugiados”.
Segundo um relatório do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a hoje publicado, o número de refugiados, requerentes de asilo e deslocados não para de aumentar no mundo e chegou a 44 milhões de pessoas em 2010.
80% destas pessoas encontram-se hoje nos países em desenvolvimento e mais de um quarto da população de refugiados - cerca de 16 milhões em todo o mundo - encontra-se em três países: Paquistão, Irão e Síria.
No domingo, 19 de junho, Bento XVI evocou a celebração do dia dos refugiados, pedindo aos líderes políticos para garantirem uma estadia com dignidade aos que “são perseguidos e forçados a fugir dos seus países”.
O Papa falava na pequena república de São Marino, vizinha da Itália, que nos últimos meses recebeu muitas pessoas vindas da Tunísia e da Líbia.

“No ano em que se comemora o 60.º aniversário da Convenção Internacional que protege todos os que são perseguidos e forçados a fugir dos seus países, convido todas as autoridades civis e todas as pessoas de boa vontade a garantirem o acolhimento e condições de vida dignas aos refugiados para que possam regressar à pátria livremente e em segurança”, apelou.
A nível mundial, o ACNUR assinala este dia com o lançamento de uma nova campanha de sensibilização da opinião pública, intitulada “One” (um).
O objetivo é passar a mensagem de que "Um refugiado sem esperança já é demais" que se liga com o apelo "Faça uma coisa!" da atriz Angelina Jolie, embaixadora da boa vontade do ACNUR.

Fonte:zenit.org