Histórico

Criada a 7 de novembro de 1966, pela Bula “Quantum Conferat” do Papa Paulo VI, a Diocese de Jundiaí foi instalada canonicamente no dia 6 de janeiro de 1967, numa memorável celebração festiva que contou com imensa multidão de fiéis e numerosas autoridades eclesiásticas, civis e militares. Tomou posse, naquele dia, seu primeiro Bispo, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OCarm, natural da cidade de Itu. Desde o Jubileu de Prata, em 1992, foi reconhecida pela Santa Sé como Padroeira Diocesana, Nossa Senhora do Desterro, que é também patrona da cidade de Jundiaí desde 1615. O território da Diocese foi praticamente todo desmembrado da Arquidiocese de São Paulo, com exceção de Louveira, que pertencia a Arquidiocese de Campinas.

Fazem parte da Diocese de Jundiaí 66 paróquias e uma área pastoral, em onze cidades, a saber: Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. A Diocese tem uma população de mais de um milhão de habitantes, dos quais cerca de 66% professam a fé católica. Hoje a Diocese de Jundiaí conta com 87 sacerdotes incardinados, 25 sacerdotes membros de Institutos Religiosos e 91 diáconos permanentes e 50 seminaristas.

 

1ª Fase – Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1967 – 1982)

Coube a Dom Gabriel colocar as bases sólidas da nova Igreja Particular, dentro do mais autêntico espírito do Concílio Vaticano II (1962-1965), do qual ele fez parte como padre conciliar em todas as sessões. Organizou os Conselhos Presbiteral e Administrativo, várias pastorais e fundou o Seminário Diocesano a 6 de janeiro de 1980. Homem culto, de grande santidade pessoal, Dom Gabriel investiu na formação de leigos, com o objetivo de “dar Cristo a quem não O têm e dar maior consciência de Cristo àqueles que já O têm”. Para isso, deu amplo apoio aos movimentos laicais, mormente ao Cursilho de Cristandade e às organizações evangelizadoras da juventude que ele mesmo fundou, fontes exuberantes de leigos engajados nas ações pastorais e na vida da Igreja em geral. Também criou o Curso de Teologia para Leigos, em Jundiaí e em Itu, importante instrumento para a formação de leigos. Dom Gabriel faleceu a 11 de março de 1982, deixando aos seus padres e a seus diocesanos em geral um elevado exemplo de vida santa e amorosa à Igreja. Tramita na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, o seu processo de canonização.

 

2ª Fase – Dom Roberto Pinarello de Almeida (1982 – 1996)

O segundo Bispo de Jundiaí, foi Dom Roberto Pinarello de Almeida que já trabalhava com Dom Gabriel desde 1971, primeiramente como Bispo Auxiliar, depois como Coadjutor. Com a morte de Dom Gabriel, passou às funções de Bispo Diocesano, permanecendo até 1996, quando apresentou renúncia à Santa Sé. Em seus 15 anos de pastoreio, fundou a Escola Diaconal “Santo Estêvão”, que tem formado numerosos Diáconos Permanentes, recuperando assim esse ministério na Igreja Particular de Jundiaí. Realizou as 1ª, 2ª e 3ª Assembleias Diocesanas de Pastoral, criou o Conselho Diocesano de Pastoral, implantou o Centro Catequético “Dom Gabriel” voltado para formação de catequistas e leigos em geral e que, em Jundiaí, incorporou o antigo Curso de Teologia para Leigos. Recebeu novos movimentos eclesiais e deu especial atenção ao Caminho Neo-Catecumenal, movimento de origem espanhola. Fundou uma das obras mais beneméritas da região que é a Casa Santa Marta, para atendimento dos pobres que vivem na rua. Implantou também a Pastoral de Casais em Segunda União Estável, levada a mais de 70 dioceses do Brasil e de outros países e a Pastoral Fé e Política, visando a formação de outros leigos para atuarem no campo da Política. Fundou o Jornal “O VERBO” e instalou o canal repetidor da Rede Vida, em Jundiaí. Ampliou o número de paróquias, ordenou 30 novos presbíteros, 97 diáconos permanentes e deu novo vigor à vida pastoral diocesana. Faleceu repentinamente a 28 de junho de 2002, em Roma, um dia antes de completar seus 50 anos de sacerdócio.

 

3ª Fase – Dom Amaury Castanho (1996 – 2004)

A 2 de outubro de 1996, Dom Amaury Castanho assumiu o encargo de terceiro Bispo Diocesano, estando já presente na Diocese como Bispo Coadjutor desde 1989, período em que colaborou fortemente com a dinamização da pastoral diocesana, com a implantação dos conselhos, realização de assembleias e organização das regiões pastorais. Seu trabalho foi marcado pela Pastoral da Comunicação, aplicando seus dotes de jornalista em favor da evangelização, sobretudo através do jornal “O VERBO”, mas também da Rádio Comunitária “Terra da Uva” e da instalação dos canais repetidores da Rede Vida (em Itu e Salto).

Deu nova organicidade pastoral à Diocese, realizando as 4ª, 5ª e 6ª Assembleias Diocesanas de Pastoral e criando o Colegiado de Pastoral. Criou também o Instituto Diocesano da Família e o Centro Diocesano de Formação Social e Política, entre outras iniciativas. Construiu o amplo edifício Cristo Rei, sede da Cúria Diocesana e Centro de Pastoral, instalando também aí o Museu Sacro “Cardeal Rossi”.

Dom Amaury implantou a Cáritas Diocesana de Jundiaí, organismo com grande vitalidade e responsável pela articulação das pastorais e entidades sociais na Diocese.

Criou várias paróquias, iniciou o trabalho com diaconias, ordenou 26 novos padres e 64 diáconos permanentes. Esteve à frente da Diocese por 7 anos, até o início de 2004, quando a Santa Sé aceitou a sua renúncia por idade. Residiu na cidade de Itu, como Bispo Emérito, até a sua morte em 1º de junho de 2006.

 

4ª Fase – Dom Gil Antônio Moreira (2004 – 2009)

O Papa João Paulo II nomeou, como quarto Bispo Diocesano, a Dom Gil Antônio Moreira, em 7 de janeiro de 2004. A cerimônia de posse canônica foi realizada no dia 15 de fevereiro. À frente da Diocese, Dom Gil investiu na otimização da vida pastoral diocesana, reformulou o Colegiado Pastoral tornando-o mais representativo, criou o Setor de Juventude, reformou a Comissão Diocesana de Bens Culturais, que promoveu o 1º Seminário de Bens Culturais da Igreja do Regional Sul 1 da CNBB, criou a Comissão Diocesana em Defesa da Vida, a Escola de Formação de Missionários da Palavra, deu início ao Projeto Missionário assumindo a Diocese de Marabá (PA) como Igreja-Irmã e enviando-lhe, a cada dois anos, dois sacerdotes para o trabalho pastoral. Estabeleceu como prioridades pastorais a Missão, Vocação e Acolhida, à luz das orientações dos Papas João Paulo II e Bento XVI. Iniciou a organização da Pastoral dos Dirigentes de Empresas, a Pastoral da Educação, além de outros empreendimentos pastorais.

Em 28 de janeiro de 2009, o Papa Bento XVI nomeou Dom Gil Antônio como Arcebispo de Juiz de Fora (MG).

 

5ª Fase – Vacância (2009 – 2010)

Com a transferência de Dom Gil para Juiz de Fora (MG), em 31 de março de 2009, o Colégio de Consultores da Diocese de Jundiaí elegeu o então vigário geral e reitor do Seminário Diocesano, padre Joaquim Wladimir Lopes Dias, como administrador diocesano. Nesse período de sede vacante (Diocese sem Bispo), padre Wladimir trabalhou intensamente para manter a unidade da Igreja Particular de Jundiaí, dando continuidade às atividades pastorais e administrativas, auxiliado pelo mesmo grupo de padres que o elegeu.

Padre Wladimir exerceu a função até a chegada do novo Bispo, Dom Vicente Costa. Em 21 de dezembro de 2011, foi nomeado pelo Papa Bento XVI, como Bispo-Auxiliar em Vitória (ES).

 

6ª Fase – Dom Vicente Costa (2010 – hoje)

 Dom Vicente Costa, tomou posse aos 7 de março de 2010, como 5º Bispo Diocesano, provindo da Diocese de Umuarama (PR) e trazendo na bagagem uma rica experiência pastoral como Bispo.

Tem realizado um trabalho pastoral intenso, agindo em comunhão com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Reformulou os Conselhos da Ação Evangelizadora nos diferentes níveis – Diocesano, Regional e Paroquial –, dando nova vitalidade para a pastoral diocesana. Criou vários estatutos e regimentos, regulamentando algumas atividades já existentes, dentre os quais se destaca o Regimento dos Conselhos de Economia e Administração.

Implantou as coordenações diocesanas das pastorais da Pessoa Idosa e do Dízimo. Criou o Conselho Diocesano de Leigos e a 10ª Região Pastoral. Lançou e executou dois Planos Diocesanos de Ação Evangelizadora e apoiou a implantação de três novos cursos no Centro Catequético: Catecismo da Igreja Católica, Doutrina Social da Igreja, Missiologia. Reformulou e atualizou as Normas e Diretrizes Diocesanas para o Sacramento do Batismo e vem preparando a Diocese para integrar-se ao Projeto Missionário Sul1 – Norte 1 da CNBB.

Criou quatro novas paróquias, ordenou 18 presbíteros e 19 diáconos permanentes e estabeleceu como prioridade o zelo pastoral para com os padres, através da Pastoral Presbiteral.

Na Festa da Padroeira Nossa Senhora do Desterro, em 15 de agosto de 2014, abriu oficialmente o Triênio Preparatório para o Jubileu de Ouro da Diocese.